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Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Proteína Animal 2016

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Proteína Animal 2016

A criação de animais levou o País ao posto de maior exportador mundial de proteína. Neste ano, as exportações de carne suína já cresceram 40,5%, as de frango aumentaram 6,15% e o embarque de carne bovina subiu 9%

Wesley e Joesley Batista
Os executivos Wesley (à esq.), 46 anos, e Joesley Batista, 44 anos, presidente global e presidente do conselho de administração da JBS, respectivamente, têm nas mãos o comando da maior holding do mundo em processamento de carnes bovina, suína, aves e seus subprodutos, que faturou mundialmente R$ 163 bilhões no ano passado. Este ano a empresa anunciou seu plano de reorganização, criando a JBS Foods International, que comandará os negócios no exterior.

Pedro Grendene
A notoriedade de Pedro Grendene, dono do grupo calçadista Vulcabras Azaleia, não está somente nos pés de muitos brasileiros, mas também na seleção de bovinos nelore desde a década de 1980. Dono da Agropecuária Grendene, em Cáceres (MT), o criador faz parte de um exclusivo time de criadores no País que superam a marca de produção e venda de mil touros por ano. Além disso, sua propriedade é uma das pioneiras no uso do sistema de  integração da pecuária com a soja na região do Pantanal.

Adir do Carmo Leonel
Aos 76 anos, o criador de gado da estância 2L, dono de fazendas em Ribeirão Preto (SP) e em Nova Crixás (GO), se dedica a raça nelore há meio século. Ele foi o grande mentor por trás da desmama de dez mil de bezerros que aconteceu este ano na fazenda Nova Piratininga, em São Miguel do Araguaia (GO). Trata-se da maior desmama feita em uma única propriedade, em apenas uma safra. O objetivo é estabelecer em larga escala, um gado que eleve a qualidade da base do rebanho.

Fernando Galletti de Queiroz
Ele é o presidente da Minerva Foods, terceira maior indústria de carnes bovina, suína e de aves do País, com faturamento de R$ 9,5 bilhões em 2015. No ano passado, a Minerva ganhou um sócio de peso: o fundo de investimentos da família real da Arábia Saudita. A empresa também foi uma das primeiras a conseguir aval para que  suas unidades industriais exportassem carne aos Estados Unidos. Dois frigoríficos da companhia receberam o sinal verde dos americanos no mês passado. Até o final do ano, os 11 frigoríficos da empresa no País estarão aptos a embarcar carne para o mercado americano.

Marcos Molina
A Marfrig Global Foods, do executivo Marcos Molina, 46 anos, não foi a primeira a receber o sinal verde para embarcar carne bovina in natura para os Estados Unidos, porém foi a mais rápida. Molina entra para a história sendo o primeiro a estrear o mercado que está na pauta de negociações do Brasil há cerca de 17 anos. A empresa, segunda maior indústria de carnes do País, com receita mundial de R$ 19 bilhões em 2015, passa a acessar uma quota, sem taxação, de 64 mil toneladas destinadas ao Brasil e a outros países da América Latina. É um dos passos, segundo Molina, para a liderança do Brasil.

Carlos Alberto e Luiz Antonio Pasetti de Souza
Carlos Alberto (à esq.) e Luiz Antonio Pasetti de Souza são os herdeiros de um dos maiores impérios leiteiros e de suco de laranja do País, a Xandô, fundada por seu pai Lair Antônio de Souza na década de 1980. Depois da morte do pai, no início de 2015, os irmãos passaram a controlar uma produção de 5,5 milhões de litros de suco de laranja e de 22 milhões de litros de leite da fazenda Colorado, em Araras (SP), uma referência em tecnologia que deve faturar R$ 100 milhões este ano. Eles apostam em podutos naturais por terem um forte apelo nas sociedades modernas, representando um mercado potencial muito grande.

Francisco de Araújo Carneiro
O empresário Francisco de Araújo Carneiro, 80 anos, fundador da Companhia de Alimentos do Nordeste (Cialne), com sede em Fortaleza (CE), é a maior referência da região Nordeste na produção de aves e de leite. No caso das aves, sua empresa abate cerca de 20 milhões de frangos por ano e celebra 18 anos de parceria com a Aviagen, companhia do grupo escocês Erich Wesjohann, líder mundial em melhoramento genético de aves. Já na produção de leite, contabilizou a marca de 12,7 milhões de litros extraídos ao longo do ano passado.

Paulo Horto
Dono da Programa Leilões, com sede em Londrina (PR), Paulo Horto é um dos principais empresários do modelo de venda de animais em pregões espalhados por todo o Brasil. Horto domina um importante segmento da pecuária, um mercado que movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano, entre remates de gado de seleção e animais comerciais destinados ao abate. Com 30 anos de mercado, sua influência é tão grande que ele organiza cerca de 640 leilões por ano, o que significa quase dois leilões por dia.

“O Brasil tem uma oportunidade única de demanda crescente para o mercado de produtos agropecuários. Isso porque a população e o nível de renda mundial vêm aumentando, ao mesmo tempo em que há restrições de produção em outros países. O Brasil possui áreas e clima favoráveis e um mundo de oportunidades. Precisamos nos preparar para aproveitá-las, investindo em infraestrutura, logística e melhoramento genético, porque carecemos de estradas, portos, capacidade de armazenagem e comunicações. Tudo isso deve ser buscado com respeito ao meio ambiente, trabalhando para a recuperação de solos degradados através de incentivos à Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Além de investimentos em genética, voltada à qualidade da carne e da eficiência de nossos rebanhos.O incentivo à pesquisa, na busca de material genético adequado à agricultura tropical, é fundamental para um setor que precisa inovar e aprimorar o valor agregado de sua produção agrícola.” Carlos Viacava,pecuarista e ex-presidente da Associação de Criadores de Nelore do Brasil