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Startup usa drones para pulverização

Crédito: Divulgação/Arquivo

O mercado de agrotechs, empresas de tecnologia ligadas a agricultura, vem ocupando cada vez mais espaço entre os empreendimentos mais avançados, aqueles que buscam rentabilidade no terreno da contemporaneidade. As agrotechs têm resolvido problemas com serviços para otimizar mão de obra e atender carências do setor. A Arpac, startup prestadora de serviços especializada em pulverização agrícola por meio de drones, é apenas uma das que se lançaram aos céus para desbravar um segmento até então incipiente.

A empresa disponibiliza três modalidades de negócios: a pulverização biológica; a pulverização química e imageamento da área. Com análise das imagens obtidas pelo drone; o sistema identifica as área de infestação. Na pulverização biológica, o drone percorre a lavoura e aplica na área infectada microcápsulas de vespas – desenvolvidas em laboratórios – que realizam o controle de pragas. Já na pulverização química, a aeronave é capaz de aplicar os produtos de maneira mais eficiente e poupar o uso médio de agrotóxicos. Por meio da aplicação localizada; somente onde há infestação, de maneira precisa. “A pulverização localizada por meio de drones é mais barata e segura do que os métodos tradicionais, em algumas lavouras como a cana-de-açúcar, por exemplo”, analisa Eduardo Goerl, CEO e fundador da Arpac.

O sistema de drones é bastante preciso (assista ao vídeo). Em parceria com a Taranis, a Arpac realiza o mapeamento da área – assim, consegue localizar com precisão o local da infestação e agir diretamente no foco.

Atuando em um aquecido mercado em expansão, para a safra atual, que vai de outubro à março de 2020, a empresa visa atender 200 mil hectares e pretende faturar mais de 1 milhão de reais, além de ampliar sua atuação nacional inaugurando cinco pólos operacionais entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

 

ORIGEM – Fundada em 2016, pelo administrador de empresas Eduardo Goerl, a Arpac participou da AgroStart – programa da ACE em parceria com a BASF. Dali  recebeu seu primeiro aporte de investimentos – o que possibilitou a contratação de engenheiros para o desenvolvimento do primeiro sistema: hardware (drone) e software (para controlar o voo).

Três anos após a fundação, já com sistema operante e com grande clientes em operação, a empresa abriu nova rodada de investimentos e captou 1,3 milhão de reais. Entre os investidores estão Francisco Forbes (Brasil), investidor anjo; a MOR Capital (Brasil), hub de investimentos; e a Drone Found (Japão), fundo global de investimentos especializados em drones.

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