Melhores da Dinheiro Rural 2017

Tecnologia na cria

No Grupo Otávio Lage, é a engenharia genômica que garante qualidade à cadeia de produção da carne bovina

Crédito: Divulgação

TAL PAI TAL FILHO:Rodrigo Siqueira, ao lado do pai Ricardo (in memorian), aprendeu em casa a investir na criação, para ter produto superior no pasto e no confinamento (Crédito: Divulgação)

Gado de produção

A pecuária foi a porta de entrada para o Grupo Otávio Lage investir no agronegócio. Isso, em 1949, em uma pequena propriedade no município de Goianésia (GO). Hoje, são 10,3 mil hectares em três fazendas, nos quais também há grãos, seringueira e cana-de-açúcar. Mas a pecuária ainda ocupa um lugar de destaque, indo da criação ao confinamento, com venda de touros melhoradores. O grupo fatura cerca de R$ 1 bilhão, incluindo investimentos imobiliários e em cooperativa de crédito. Na pecuária, a tecnologia está na base da criação, em busca de bezerros de qualidade. “Temos que perseguir a produtividade e obter resultado com velocidade”, afirma Rodrigo Penna de Siqueira, diretor do grupo. “Antes, não tínhamos a evolução e a competição das outras proteínas, como aves suínos e peixes.” Para ele, que é neto de Otávio Lage, e que dividia com o pai Ricardo Fontoura de Siqueira os destinos do grupo até outubro (quando ele faleceu), a produção de bezerros no Brasil só é rentável para quem investe em tecnologia, genética, gestão e equipe afinada. “Foi-se o tempo em que a vacada, por si só, derramava bezerros no pasto e engordava os bolsos do pecuarista, sem esforço.” Pela qualidade dos produtos nascidos na fazenda, o grupo Otávio Lage é o campeão na categoria Gado de Produção no prêmio AS MELHORES DA DINHEIRO RURAL 2017.


Nesta temporada, 500 touros foram vendidos com certificado de produção, pela média R$ 6,7 mil. “Estamos entre os maiores vendedores de Goiás”, diz Siqueira. A meta é dobrar a produção em cinco anos. Atualmente, o grupo conta com um rebanho de 7 mil matrizes nelore de seleção, das quais 80% são inseminadas, com 5,9 mil bezerros nascidos. O trabalho para apurar o rebanho é validado por índices genômicos para as características avaliadas no programa de melhoramento, porque são eles que mostram já nas bezerras quais podem se destacar como mães de touros. De acordo com Fábio Maya, gerente de pecuária, um exemplo é o índice de 70% das fêmeas nascidas terem condições de entrar em reprodução aos 14 meses. Em média, a reprodução de uma nelore ocorre entre 25 meses e 30 meses de idade. “Quanto maior a confiança para usar os animais jovens, mais rápida é a evolução da produção”, afirma Maya. Além disso, a fertilidade do grupo de novilhas está acima de 80%, considerada alta para uma categoria desafiada, sem deixar de lado a habilidade materna. Na última safra, os machos pesaram 200 quilos na desmama. No grupo, o rebanho total é de 29 mil animais, dos quais 25 mil em confinamento: 70% são nelore e o restante cruzado de angus. Parte desses animais é comprada de criadores da região.

 

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