Economia

Trump decreta continuidade de processamento de carne e empresas tentam se proteger legalmente

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O lucro líquido ajustado da Tyson Foods ficou em US$ 1,34 por ação, ante US$ 0,80 (Crédito: Divulgação)

O presidente do Estados Unidos, Donald Trump, decretou que as plantas de processamento de carne continuem funcionando durante a pandemia da Covid-19. Empresas como a JBS, Tyson Foods e Smithfield Foods anunciaram o fechamento de unidades no País após diversos funcionários serem infectados pelo coronavírus. Agora, com a determinação, teve início um movimento no governo e no Congresso para proteger juridicamente o setor contra futuras ações por reaberturas.

Os trabalhadores desses polos estão preocupados com a determinação. Alguns gestores informaram à CNN Business que esperam que a equipe se recuse a ir trabalhar. Um funcionário da Tyson em Waterloo, Iowa, por exemplo, disse acreditar ser “loucura” esperar que as pessoas se exponham ao risco de contaminação.

A medida visa barra iniciativas como da Tyson que considerava manter apenas 20% de suas instalações abertas. Trump declarou que essas plantas são parte de uma infraestrutura crítica nos Estados Unidos, já que o País enfrenta a possibilidade de escassez no fornecimento.

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Do outro lado, as empresas buscam proteção legal contra a responsabilidade de reabrirem durante a pandemia. De acordo com reportagem do The New York Times (NYT), executivos estão pressionando o governo Trump e os congressistas sobre maneiras de evitar a ampla gama de possíveis ações judiciais com a retomada da economia.

O principal ponto em discussão é como dar às empresas uma proteção aprimorada contra ações judiciais de clientes ou funcionários que contraem o vírus e acusam os negócios de serem a fonte da infecção. Autoridades do governo disseram ao NYT que estão examinando como poderiam criar alguns desses escudos via regulamento ou ordem executiva.

Outro ponto que dificulta a resolução da medida é que a maior parte da legislação trabalhista do País é regulamentada no nível estadual. Para o professor de direito de Harvard John Goldberg, o Congresso poderia estabelecer padrões federais uniformes e tirar o direito de entrar com ações judiciais nos tribunais estaduais. Porém, empresários não acreditam nesse movimento. As ações devem ser debatidas nas próximas semanas.

Por que essas fábricas são polos de contaminação?

Em levantamento da CNN Business, autoridades explicam que, nos últimos anos, os principais processadores de carne reduziram os custos da produção e aumentaram a eficiência. Esse processo tornou as condições de trabalho nessas fábricas mais perigosas, principalmente em relação à contaminação do coronavírus.

Entre os diversos riscos que esses espaços oferecem, o diretor interino do Instituto de Agricultura e Política Comercial, Ben Lilliston, destaca a produção mais rápida como principal. As empresas aceleraram suas linhas de produção para processar mais carne em cada instalação. Essa maior versatilidade e produtividade exige mais trabalhadores, que precisam ficar mais próximos.

Em um comunicado, a Smithfield disse que “as instalações de processamento de carne, que são caracterizadas por uma produção intensiva de mão-de-obra, não são projetadas para distanciamento social”. O fato mostra que o modelo de negócio facilita a contaminação e essas empresas ainda não encontraram a solução para manter a produção e a segurança dos trabalhadores.

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