• IstoÉ
  • IstoÉ Dinheiro
  • Dinheiro Rural
  • Menu
  • Motorshow
  • Planeta
  • Select
  • Gente
  • GoOutside
  • Hardcore
Assine
Anuncie
Capa da edição atual da revista
Edição da SemanaNº 186 26.05Leia mais
Istoé Dinheiro Rural
MenuMenu
FECHAR
Capa da edição atual da revista
Edição da SemanaNº 186 26.05Leia mais
  • Home
  • Últimas notícias
  • Economia
  • Negócios
  • Carreira
  • Estilo no campo
  • Tecnologia
  • As melhores da Dinheiro Rural
  • Siga-nos:Facebook
Estilo no Campo19/04/2022

Um hobby de luxo

Renata Duffles
Texto por:Renata Duffles19/04/22 - 19h55min

Carlos Pimenta, atualmente CEO da Edafo Pec, empresa que tem a instigante missão de integrar a pecuária de corte ao mercado de capitais, ganhou um dos maiores presentes de sua vida quando tinha apenas 7 anos: foi naquela idade que seu pai o chamou pela primeira vez para acompanhá-lo em suas famosas pescarias. Desde então, pai e filho passaram a compartilhar muito mais do que o mesmo nome. Passaram a viver juntos a experiência da pesca esportiva. Agora, o hobby ganha um representante da terceira geração. O pequeno Cadu, que não por coincidência também tem sete anos, se juntou aos dois em uma atividade que requer paciência e respeito pela natureza. Afinal, nessa modalidade, o luxo está na conquista e na devolução do troféu ao seu habitat. “Na pesca esportiva, em hipótese alguma você consome o peixe”, afirmou o executivo. Para Pimenta, o da segunda geração, pescar funciona como um escape da vida atribulada de São Paulo, servindo como terapia e volta às suas raízes. Entre os destinos preferidos, estão o Pantanal e a Amazônia. Escolha nada difícil de entender diante das paisagens idílicas dos dois biomas brasileiros e da enorme biodiversidade escondida sob as águas. Na Amazônia, o peixe mais cobiçado é o Tucunaré-açu que, apesar de não ser muito grande, pesa em torno de 12kg e requer habilidade do pescador para puxá-lo com anzol. No Pantanal, a destreza para conquistar um dourado ou um pintado é outra. “Eu jogo a vara, sento e espero”, afirmou o executivo agora com seu chapéu de pescador. No fim a recompensa pode vir, ou não. E tudo bem, faz parte do processo.

EXPERIÊNCIA O prazer da pesca esportiva é também uma oportunidade de fortalecer vínculos com a família e com amigos em uma jornada que pode ser recheada de requintes. A experiência dos três Carlos é um bom exemplo. Para chegar ao barco de aproximadamente 55 pés que espera o grupo de pescadores no meio do Rio Alegria, um subafluente do Rio Negro em plena Floresta Amazônica, um hidroavião com capacidade de dez pessoas, incluindo piloto e copiloto, é o transporte ideal. Sem estradas perto, a aeronave pousa ao lado da embarcação onde 12 tripulantes já estão a postos com tudo o que os convidados têm direito: conforto de hotel, drinks e um cardápio digno de melhores restaurantes — mas sem contar com a pesca do dia. Quatro embarcações de apoio completam a infraestrutura.

Para carlos pimenta, a pesca é uma forma de terapia em contato com a natureza para quem quer fugir do caos da cidade grande

Dentro do barco, equipamentos de primeira. O pescador profissional Johnny Hoffmann disse à RURAL que para a pesca de Tucunaré é preciso carretilhas de perfil baixo, alta velocidade, bom sistema de freio e recolhimento de linha. Modelos das marcas Marine, Daiwan e Shimano estão no Top 3 da lista de Hoffmann, tanto pelas varas como pelas carretilhas. Mas ele avisa, “o equipamento depende muito das espécies que o pescador quer pescar”. É mais um detalhe que faz do esporte uma experiência imersiva para principiantes e também para experts profissionais e amadores já que a tecnologia evolui constantemente.

Os amadores, por sinal, têm se rendido mais e mais aos encantos do esporte. De olho neste mercado, começam a surgir empresas especializadas em oferecer experiências para quem quer testar a modalidade, antes de fazer um investimento em uma estrutura própria, cujo valor despendido depende muito do padrão do barco e dos equipamentos escolhidos. Um exemplo de embarcação alternativa, e nem por isso menos luxuosa, é o Peralta Cruise, um barco construído pelo empreendedor Eloy Pennachin que, apaixonado pela natureza, trouxe para o Pantanal a convicção de que não há limites para os seus sonhos: no seu caso fomentar o ecoturismo da região de forma sustentável e única. O barco é realmente um cruzeiro dos rios, guardadas as devidas proporções.

A embarcação tem dez suítes com design exclusivos e com a quarta parede feita de vidro para que o hóspede durma olhando as estrelas e curta a paisagem pantaneira mesmo de dentro do quarto. Área de lazer com academia e piscina dão conforto para quem volta cansado da pescaria ou para quem preferiu ficar na embarcação naquele dia. Uma culinária de primeira fecha o pacote com chave de ouro. Para se hospedar no Peralta em um período de quatro noites, o valor total parte de R$ 8 mil e vai até R$ 11 mil. Uma conta que deixa de fora toda a riqueza que a pesca esportiva proporciona.