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Uruguai caminha para se tornar referência na exportação de maconha

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Governo federal assinou decretos que facilitam o segmento a escoar o estoque que acumula desde 2018 de maconha medicinal e cânhamo (Crédito: Divulgação)

O Uruguai está próximo de ter a cannabis como um dos seus principais produtos de exportação. Isso ocorre, principalmente, após o governo federal assinar decretos que facilitam o segmento a escoar o estoque que acumula desde 2018. A previsão para 2020 é que os produtos derivados da maconha gerem US$ 60 milhões em vendas para o exterior.

Até 2019, as exportações eram permitidas apenas para a maconha medicinal, segundo reportagem do Valor Econômico. Agora, os uruguaios podem vender para outros países o cânhamo, que é a planta com baixo teor de THC mas com alto valor para a indústria têxtil e de papel devido às suas fibras. Além disso, esta matéria-prima também é utilizada na produção de alimentos, óleo e combustível.

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A Câmara de Empresas Cannabis Medicinal do Uruguai (Cecam) estima que as exportações de maconha medicinal e cânhamo vão atingir 120 toneladas neste ano.

Nesta onda, a empresa uruguaia Cplant pretende levantar US$ 10 milhões com investidores institucionais neste ano para reforçar a sua fabricação de produtos médicos e de consumo. Além de expandir a venda para os Estados Unidos e para a Europa em 2021.

Segundo o site Sechat, a companhia pretende contratar um banco de investimento no quarto trimestre para coordenar a rodada de financiamento.

Lucas Crivilone, sócio da Cplant, explica que as flores ricas em THC podem gerar até US$ 3 mil por quilo nas exportações.

No caso de flores de cânhamo com alto teor de canabidiol, utilizadas em cosméticos e outros produtos de consumo, remessas a granel são comercializadas por US$ 400 a US$ 700 por quilo. Já a biomassa de cânhamo, entre US$ 15 e US$ 30 por quilo.

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