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USDA/café: produção no País deve alcançar recorde de 60,2 mi de sacas em 2018/19

São Paulo, 22/05/2018 – A produção de café do Brasil na safra 2018/19 (julho a junho) deve alcançar recorde 60,2 milhões de sacas de 60 kg, um crescimento de 18,3% em comparação com o período anterior (50,9 milhões de sacas), ou aumento de 9,3 milhões de sacas. A previsão é do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Conforme o USDA, as boas condições climáticas permitiram o desenvolvimento e enchimento dos frutos, especialmente nas regiões produtoras de robusta. Além disso, a maioria das lavouras de arábica está no ciclo positivo de produção bienal.

Na semana passada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a segunda estimativa para a safra 2018/19, a qual está projetada também em recorde de 58 milhões de sacas de 60 kg, o que corresponde a um crescimento de 29,1% em relação à safra passada, que alcançou 44,9 milhões de sacas.

De acordo com o estudo, a safra de arábica foi estimada em 44,3 milhões de sacas, ou seja, um acréscimo de 29,4%. Já o volume de conilon foi previsto em 13,7 milhões de sacas, com aumento de 27,9%.

Segundo o USDA, a produção de arábica em 2018/19 no Brasil está prevista em 44,5 milhões de sacas, um aumento de 6 milhões de sacas ante a safra anterior. De acordo com o órgão norte-americano, uma parte da produção de café no Paraná e no sudeste de Minas Gerais atravessa ciclo bienal negativo, no entanto, “espera-se que a queda na produção seja menos intensa que a média”. A maior parte da colheita de café arábica começa em maio e junho.

A produção de robusta em 2018/19 está prevista pelo USDA em 15,7 milhões de sacas, um aumento de 27% em comparação com a safra 2017/18 (12,4 milhões de sacas). “Boas condições climáticas, especialmente chuvas abundantes, são os impulsionadores da maior produção esperada nos três principais Estados – Espírito Santo, Rondônia e Bahia”.

As exportações de café para do Brasil para 2018/19 devem voltar aos níveis de 35,33 milhões de sacas (32 milhões de sacas em grãos e 3,3 milhões de sacas em equivalente solúvel), um aumento de 4,91% em comparação com o período anterior (30,42 milhões de sacas), por causa da esperada maior disponibilidade do produto, relata o USDA.

O consumo doméstico de café está projetado em 23 milhões de sacas (21,82 milhões de sacas de torrado e moído e 1,18 milhão de sacas em solúvel, respectivamente), o que corresponde a um aumento de 3% em relação ao período anterior, conclui o USDA.