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USDA prevê aumento de 27% nas importações da China de algodão de 2018/19

São Paulo, 13 – A China deve expandir em 27,27% suas compras externas de algodão no ano comercial de 2018/19, no intuito de atender a demanda crescente da indústria têxtil por produtos estrangeiros de alta qualidade e manter a competitividade nos mercados de exportação. De acordo com estimativas do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no país, as importações podem chegar a 1,4 milhão de toneladas de algodão em pluma ante 1,1 milhão de toneladas esperadas para o ciclo corrente, de 2017/18.

“A perspectiva de avanço está sob a suposição de que o governo emitirá cotas que permitam elevação nas compras”, informa o documento.

Nesta temporada, o volume de importações deve ficar praticamente inalterado em relação ao ano anterior e representa o segundo menor nível de aquisição em 13 anos, por causa da antecipação nas vendas de estoques internos e contínuas restrições aos fornecedores globais. Esta política fez com que as reservas domésticas da pluma passassem de 10,5 milhões de toneladas no fim de 2016/17 para 7,4 milhões de toneladas em 2018/19.

“A diferença entre os preços domésticos e globais do algodão contribuiu para a recuperação do consumo, mas também resultou em menores importações”, destacou o departamento. Para 2018/19, a expectativa é que o consumo atinja 8,8 milhões de toneladas, ante 8,7 milhões de toneladas em 2017/18.

A área de plantio de algodão na China está estimada em 3,38 milhões de hectares para a próxima safra, 0,89% acima dos 3,35 milhões de hectares semeados em 2017/18. “A ligeira expansão da área é apoiada pelos subsídios contínuos do governo e maior lucratividade do algodão”, explica o USDA.

Já a previsão para a produção da pluma em 2018/19 é de 5,9 milhões de toneladas, 1,6% abaixo dos 6 milhões toneladas colhidos no ciclo atual em virtude de uma possível redução na produtividade.