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Vídeo mostra bezerros sendo chutados na França

Crédito: L214/Eyes on Animals

Os ativistas do bem-estar animal seguiram caminhões de bezerros do porto irlandês de Rosslare até o porto francês de Cherbourg (Crédito: L214/Eyes on Animals)

Um vídeo, publicado pelas organizações Eyes on Animals (EoA) e a francesa de assistência social L214, parece mostrar trabalhadores batendo repetidamente em bezerros com paus. Um é chutado e outro é arrastado, incapaz de se levantar. O bezerro foi sacrificado por um veterinário, disse um observador da EoA. As informações são do The Guardian.

No mês passado, os ativistas do bem-estar animal seguiram caminhões de bezerros do porto irlandês de Rosslare até o porto francês de Cherbourg. Eles documentaram várias infrações de bem-estar durante o transporte.

A legislação da União Europeia obriga os transportadores de bezerros a alimentar e descansar os animais depois de nove horas de viagem. Após um segundo transporte de nove horas, ou um total de 18 horas, os bezerros devem ser alimentados e descansados ​​por 12 horas.

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A equipe da EoA afirma que essa regra não foi respeitada. Os ativistas descreveram o manuseio de bezerros na chegada a Couville, na França, como brutal. Além do descumprimento da legislação, os bezerros foram agredidos no momento da entrega.

Em uma declaração, L214 descreveu o transporte de bezerros como “uma provação” em tempos normais e, durante a pandemia de Covid-19, “totalmente irresponsável”.

De acordo com dados do organismo agrícola nacional da Irlanda, neste ano, há pouco mais de 1,4 milhão de vacas leiteiras no País, que são a base do setor de laticínios.

Cada uma delas, parindo apenas uma vez, devem produzir aproximadamente 700 mil bezerros machos, que não são tão aproveitados pelo segmento agrícola irlandês. Segundo o Ministério da Agricultura do país, quase 247 mil bovinos foram exportados em 2018.

O Departamento de Alimentos, Agricultura e a Marinha da Irlanda informou ao The Guardian que continua realizando inspeções para que as orientações de saúde pública sejam respeitadas. A pasta também declarou que as autoridades da França devem investigar o ocorrido.